Tratamentos Cirúrgicos

Tratamentos cirúrgicos em Reprodução Humana Assistida

O InFert, lançando mão de sua larga experiência clínica no acompanhamento de casais com infertilidade, consolidou condutas não só em técnicas de reprodução assistida , mas também um enfoque eficiente e conservador para tratar doenças ginecológicas muito freqüentes na prática clínica diária, que vai auxiliá-la a entender e ultrapassar uma situação de grande stress que ocorre quando há indicação de uma cirurgia ginecológica.

 

Miomas

É muito comum o achado de miomas em pacientes com dificuldade de engravidar.

Alguns miomas podem modificar diretamente a fisiologia da musculatura uterina, o tamanho, a disposição espacial da cavidade uterina e sua irrigação sanguínea, o que pode dificultar a implantação embrionária.

O mioma é o tumor mais freqüente na mulher. Não é câncer e sua transformação para câncer é raríssima. Sua origem é da própria fibra muscular que constitui o corpo uterino (miométrio).

As queixas mais freqüentes relacionadas ao aparecimento de miomas são: aumento do fluxo menstrual, podendo chegar a ocorrência de coágulos, dor no baixo ventre ou na relação sexual, aumento do volume abdominal e dificuldades para engravidar.

Em geral, operam-se os casos que estão com muitos sintomas, por exemplo, hemorragias mensais, que levam até a anemia, dores tipo cólicas, que não se controla com antiespasmódicos, ou úteros muito volumosos.

O tratamento clínico, com medicamentos que diminuem o desenvolvimento do mioma (hormônios específicos), é possível para aqueles miomas pequenos ou quando se quer preservar a paciente de cirurgias.

Hoje tem aumentado a preferência por cirurgias menos agressivas, mais conservadoras, mas que possam resolver a situação. Preferencialmente usamos as técnicas de miomectomia por video-histeroscopia, onde se podem retirar os miomas sem corte no abdome.

Os miomas predominantemente na parte externa são tratados por Vídeolaparoscopia.

 

Endometriose

A endometriose é uma doença originária do endométrio, que se aloja e cresce todo mês em outros locais que não a parte interna do útero, onde é seu lugar correto de estar.

A presença de sangue fora dos vasos sanguíneos é interpretado pelo organismo como um sinal de alerta e daí seu principal sintoma, que é a dor, embora em muitos casos ela não ocorra. A dor tem a característica de ser de forte intensidade, em cólica ou pontada, progressiva e pior principalmente no período menstrual. É mais comum nas pacientes em período fértil. O tipo que ocorre na musculatura uterina (que se dá o nome particular de adenomiose) geralmente ocorre após uma gestação, e os de outra localização, em geral, estão associados à incapacidade de engravidar (infertilidade).

Também pode ocorrer a formação de cistos de sangue no ovário (endometriomas), que podem trazer sérias conseqüências para a função ovariana.

Os tratamentos podem se dividir em clínico, cirúrgico ou misto. Para o tratamento clínico são usadas drogas que tentam esgotar o desenvolvimento do tecido endometrial, com possível atrofia posterior destes focos. As drogas são de ação local, como a progesterona e seus derivados, ou drogas que tentam bloquear os hormônios cerebrais que controlam a menstruação. O problema é que, muitas vezes, quando cessa-se o uso destes medicamentos os focos de endometriose também voltam a “menstruar “, sendo necessário encaminhar para cirurgia.

A cirurgia de endometriose não segue padrões rígidos em suas técnicas, porque esta é uma doença com muitas variantes, sendo necessário traçar um plano cirúrgico somente após a investigação “in loco“ do grau de acometimento.

Não havendo definição quanto à gravidez futura, a cirurgia deve ser o mais conservadora possível, cauterizando os focos visíveis de endometriose, evitando-se cirurgia mutiladora. As cirurgia radicais, com retirada do útero ou ovários deve ser reservada às pacientes que já tenham sua prole definida, que tenham outras patologias associadas (miomas, por exemplo), e que tenham insucesso anterior no seu tratamento.

Sabe-se que um dos melhores tratamentos para esta patologia é a gravidez, porque há uma inundação fisiológica dos hormônios próprios que preparam o corpo da mulher para sua evolução, com resultados brilhantes para a regressão da endometriose. Portanto a paciente querendo engravidar, deve-se lançar mão inclusive das técnicas de reprodução assistida para se conseguir uma gravidez o mais rápido possível, evitando-se sofrimentos e riscos desnecessários.

Esta é a patologia mais falada em centros que tratam a infertilidade conjugal, pois realmente está muito associada ao insucesso de uma gravidez.

Casos de endometriose mínima podem justificar uma esterilidade, provavelmente por seu componente imunológico.

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