Doação de Óvulos e Espermatozóides
A Doação de Gametas está indicada nos casais inférteis em que um ou ambos os membros não possuem gametas, ou no caso em que um possua doença genética com grandes chances de ser transmitida a seus descendentes. Por lei a doação é anônima, gratuita e voluntária, realizada por pacientes em tratamento de infertilidade.
Para a doação de espermatozóides, contamos com um Banco de Sêmen que possui centenas de amostras. A doação de espermatozóides pode ser utilizada tanto para Inseminação quanto para FIV/ICSI/Super-ICSI. O Banco de Sêmen de Doadores Anônimos mantém sêmen de homens que voluntariamente doaram seus gametas para casais cujo marido apresenta infertilidade que não pode ser tratada ou doença hereditária conhecida, como por exemplo, hemofilia.
O casal pode escolher o sêmen baseando-se nas características do doador, como a tipagem sanguínea, cor da pele, dos olhos e cabelos, estatura, constituição física, etc. O sêmen de doador é rigorosamente testado contra doenças potencialmente transmissíveis e doenças genéticas. A inseminação artificial com sêmen de doador é um processo totalmente sigiloso e seguro. Para ser um doador, a pessoa deve ter no máximo 40 anos e precisa passar por diversos pré-requisitos para ser aceita por um banco de sêmen, além de responde a um questionário detalhado e passa por uma bateria de exames (para saber se tem Aids, sífilis, hepatite e outras doenças transmissíveis ou hereditárias).
Para a doação de óvulos, os óvulos de uma mulher (doadora) são doados a outra (receptora). Essa doação ocorre entre mulheres que estejam realizando tratamento de infertilidade (doação compartilhada).
A doadora tomará medicamentos para induzir a produção de óvulos, procedimento padrão ao tratamento de IV/ICSI/Super-ICSI que ela irá realizar. Já a receptora somente deverá ter seu útero preparado com hormônios para receber os embriões, pois não existe indução de ovulação.
Após a coleta de óvulos para o tratamento, metade dos óvulos serão fertilizados com os espermatozóides do marido da doadora, ou seja, formarão embriões a serem transferidos para a doadora; e a outra metade dos óvulos será fertilizada com os espermatozóides do marido da receptora, sendo os embriões transferidos para a receptora. Essa quantidade é definida anteriormente por um consentimento assinado pelos casais.
Desta forma, os embriões transferidos para o útero da receptora, serão formados pelo espermatozóide do próprio marido e o óvulo de uma doadora. Em ambos os casos, o pré-natal é igual ao de uma gravidez concebida naturalmente e a mãe poderá amamentar sem nenhuma diferença de uma gravidez espontânea.
A doação de óvulos no Brasil é ética e legal, contanto que não haja fins comerciais e seja anônima. A doação não pode ter caráter lucrativo ou comercial. As doadoras e receptoras não podem se conhecer, e obrigatoriamente serão mantidos o sigilo e o anonimato. Além disso, legislação não permite doação entre familiares. A escolha de doadoras baseia-se na saúde e semelhança física, imunológica e à máxima compatibilidade entre doadora e receptora.
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