A primeira gestação descrita utilizando óvulos congelados foi reportada em 1986. As técnicas de criopreservação de óvulos vêm sendo aprimoradas desde então, observando-se atualmente um avanço notável nas taxas de fertilização.
O armazenamento de embriões pode gerar discordâncias do ponto de vista ético e religioso. Além disso, o congelamento de óvulos é uma excelente alternativa para a manutenção do futuro reprodutivo das mulheres. Isto, porque as mulheres estão postergando sua gravidez para após os 35 anos, o que reduz enormemente a qualidade do óvulo. Uma outra utilidade para o congelamento de óvulos é em pacientes que se submetem ao tratamento oncológico, como a quimioterapia e a radioterapia, que podem causar danos irreversíveis aos ovários. Pode-se também proteger as pacientes suscetíveis à síndrome do hiperestímulo na indução da ovulação, recomendando-se a coleta e a criopreservação dos óvulos para, num ciclo posterior, proceder-se à fertilização e à transferência dos embriões.
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